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17 de setembro de 2010

ENCONTRANDO NOSSO VERDADEIRO DESTINO


   Quando pensamos no amor de Deus, a primeira alusão que nos vem a mente são as suaves, bucólicas e quase românticas expressões de 1Coríntios 13: "o amor tudo crê, tudo suporta, tudo espera, o amor é paciente, benigno", etc, etc...
   Mas o segundo texto que mais fala do amor de Deus está em Romanos 8, onde encontramos uma versão mais viva, intensa, sacrificial e altruísta...

            No verso 28 diz “que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que O amam”...
            No verso 31 diz que “se Deus é por nós, quem será contra nós?”
            No verso 32 diz mais ainda: “que Ele não poupou nem mesmo o seu próprio Filho, mas antes, o entregou por todos nós, como não nos dará juntamente com ele, de graça, todas as coisas?
            E acrescenta no verso 34 que "morrendo ele também ressuscitou e intercede por nós, continuamente."


   Isso tudo nos leva à conclusão de que tudo nos é favorável, a todo tempo, em qualquer circunstância, e em qualquer lugar, pois o próprio Deus nos ama e é por nós! Amém.


   E na segunda parte dessa reflexão Paulo assevera, testifica e intensifica tudo isso com a maior declaração existente em toda palavra de Deus que Ele nos ama de forma sublime, completa e incondicional dizendo:


           “Quem nos separará do amor de Deus? Nada poderá nos separarar do amor de Deus!” 


   Mas o que é intrigante em tudo isto, é apenas uma coisa...
Ou melhor, duas frases, que parecem estar fora do lugar, mas na verdade são no texto um hífen, que incontestávelmente, liga as duas partes... uma ponte entre as partes mencinadas a cima...


          “Por amor de ti enfrentamos a morte todos os dias; somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro”


   E aí  nos perguntamos: por que um Deus que nos ama tanto, é capaz de nos entregar a morte todos os dias, que tipo de amor é esse? Seria uma espécie de sadismo, ou masoquismo divino? Definitivamente não!!!


   Paulo entendeu o propósito dessa angústia, a personificação do amor, em meio ao sofrimento...
Por isto ele enumera uma lista de coisas que até poderiam nos afastar de Deus, mas nunca O afastar de nós!!!Entre elas: tribulação, angústia, perseguição, fome, perigo de vida e muitas outras coisas...


   No entanto o surpreendente é que Paulo encontra justamente naquilo que poderia  afastá-lo de Deus, uma maneira de provar, comprovar e até mesmo quantificar seu amor à Deus, e consequentemente, até mesmo de traduzi-lo às pessoas à medida que ele era capaz de enfrentar a morte todos os dias por amor à Deus...


   Desta maneira, podemos concluir que as lutas, angústias, crises e enfrentamentos pelo qual passamos não são um teste pretensioso de Deus, mas uma forma de experimentarmos, e experienciarmos o poder e eficácia desse amor. Em outras palavras, sem Golias, talvez não houvesse Davi... Sem as experiências Davi, não seria quem foi na hora decisiva!


   Se consideramos paralelismo entre o carvão e o diamante, no qual, ambos são formados pelo mesmo elemento químico (Carbono), mas se diferem apenas na sua constituição e formação de cadeias, devido às diferentes condições externas a que foram expostos; entederemos claramente a razão pela qual somos entregues a morte todos os dias...


   Da mesma maneira que a diferença entre o carvão e o diamante está na quantidade de pressão, e o nível de temperatura a que foram expostas. Nós também encontramos justamente em momentos de fraqueza nossa força, em momentos em que beiramos a morte o poder da ressurreição!


   É de fato, muita pressão!!! E com certeza a chapa esquenta!!!
   Para que no fim os amados de Deus se tornem Seus apaixonados amantes...


   Ele é nosso Senhor e não nosso gênio da lâmpada obediente e devoto.
   Ele é quem define a pressão, ele aumenta a temperatura, porque nos ama, e quer nos forjar na mesma forma de Cristo – a cruz. Para que assim, nos tornemos sua exata imagem nesse mundo, sendo tal qual Ele é em amor.

   Quem sabe suportando tudo por amor à Ele, se torne extremamente fácil, simplesmente amar as pessoas que Deus  tanto ama.




   Diogo Moreira Naves Silva

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