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14 de setembro de 2010

AVIVANDO O DOM DE DEUS



  Na primeira carta de Paulo aos coríntios, Paulo trata como uma igreja cheia de qualificações, dons e talentos, mas cujo coração está repleto de orgulho, vaidade e divisões. Pessoas encantadas com os sinais, prodígios e milagres que o poder de Deus é capaz de operar, mas que tinham um enorme dificuldade de se relacionar com amor, humildade e carinho.
  Os coríntios queriam experiências extraordinárias (aquilo que quebra a rotina, impressiona, surpreende), mas não uma transformação sobrenatural (que muda a natureza, renova o entendimento e transforma o coração).
  Eles diziam amar a Deus, mas não conseguiam traduzir isso em amor uns aos outros. Por isso a razão de muita divisão e contendas entre eles. Por isso Paulo escreve a igreja para ensinar no capítulo 12, sobre a diversidade dos dons espirituais ,e no capítulo 13 expõe a verdadeira motivação, que dá sentido aos dons: o amor – o dom supremo.
  Mas é no capítulo 14 que ele conclui essa rica exposição, de forma objetiva e direta... “procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente que profetizeis”. (1 Co 14:01).
  Paulo quer espremer tudo que compartilhou e obter uma ação simples e prática, e essa ação é profetizar. E profetizar é falar a língua de Deus; é falar a verdade em amor,; é dizer o que edifica, profetizar é ser usado para consolar, exortar, animar, ensinar e dar direção na vida uns dos outros.
  Só que existem algumas coisas que bloqueiam o dom profético em nossa vida:
  1. A Carnalidade:

    Eu, porém, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, e sim como a carnais, como a crianças em Cristo.  Leite vos dei a beber, não vos dei alimento sólido; porque ainda não podíeis suportá-lo. Nem ainda agora podeis, porque ainda sois carnais.  Porquanto, havendo entre vós ciúmes e contendas, não é assim que sois carnais e andais segundo o homem? (1 Co 3:01-03)
  Quando não estamos movidos de amor e altruísmo, quando o bem estar das pessoas não está em primeiro lugar em nossa vida, ainda somos meninos, incapazes de sermos usados por Deus. Pois somos inconstantes, melindrosos e rancorosos. Se alguém erra conosco, é o fim! E o que é o pecado senão puro egoísmo? Se quem ama é nascido de Deus, nós no fim somos salvos de nosso egoísmo.
  1. Ignorância da palavra:

“Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração.” (Colossenses 3:16)


  Quando não temos nosso entendimento renovado, e não enchemos nossa mente com os pensamentos de Deus, não temos condições de sermos profetas. Pois o Espírito Santo vasculha nossos corações à procura de conteúdo, conhecimento, e palavra, mas muitas vezes não encontra em nós a substância necessária. É como se fosse aquela máquina de pegar bichinhos de pelúcia, na qual miramos a garra e apertamos o botão. Muitas vezes a “garra do Espírito” não encontra nada, pois estamos vazios, não meditamos. E mais que isso, nosso coração fica vulnerável a uma série de sentimentos que nos traem, avaliações que nos enganam e posturas que nos comprometem!
  1. Apagando o espírito:

“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem. E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção. 31 Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia. Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.” (Efésios 4: 29-32).


  Primeiramente é  importante entendermos que palavra torpe, não se restringe à  dizer palavrão, é muito mais que isso. Quantas vezes dizemos uns aos outros verdades ríspidas que machucam mais que mil palavrões! Palavra torpe é tudo aquilo que confunde, machuca, acusa, deturpa, desanima e desampara. Palavra torpe é anti-profecia, é exatamente o oposto.
  E devemos cuidar para que não apaguemos o Espírito(Efesios 4:30), com:
  1. Amargura: é todo sentimento represado, que não deveria ter sido retido.  É toda ofensa sofrida que bloqueia nosso coração e nos adoece. É emburrurecer (É SOFRER O MAL E ADOECER)
  2. Cólera: é mais do que reter uma ofensa, é ter uma indisposição declarada e específica para com alguém. É quando seu sangue ferve ao ouvir o nome da pessoa que te fez algum mal.  (É SOFRER O MAL E REPRODUZÍ-LO).
  3. Ira: é quando estamos tão machucados, que não precisamos de algo específico para explodirmos de raiva. Ira é um estágio avançado, no qual nos irritamos com tudo e todos, seja com razão ou não! (É O MAL NOS DOMINANDO).
  4. Gritaria: é a única e inevitável atitude de alguém embrutecido. É quando estamos tão adoecidos que o que os pessoas dizem não tem valor nenhum. E a relação está totalmente destruída. Não gritamos para sermos ouvidos, gritamos para ouvir somente nossa voz! (É O MAL-DITO).

   Mas graças a Deus, porque há cura, para todas essas enfermidades da alma, graças a Deus, pois Cristo passou pelas piores ofensas e por toda violência, e ainda assim não se deixou corromper, não bloqueou seu coração para amar. E o segredo estava num coração perdoador! E só é possível perdoar quando conhecemos o amor de Deus, e estamos convictos que o que Deus nos deu, ninguém pode comprometer, e que não há nenhum mal que não seja coberto pela força do amor e a grandeza do perdão.
   O profeta é  alguém curado, mesmo levando em seu corpo as marcas das ofensas, alguém capaz de amar sem ser correspondido, bendizer quem o maldiz, e abençoar todos sem distinção. O profeta é a voz que clama no deserto, que verbaliza o amor de Deus, que abre o caminho para o Senhor, promovendo testemunho, graça e ambiente favorável...

Profetize!

Diogo M. Naves

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